03 Julho 2009

Vem já pra cá!

Eu exijo que as palavras saiam dos meus dedos, que elas se unam e expressem qualquer coisa que eu estou afim de expressar, mesmo estando sem qualquer rumo pra um possível começo. Confuso?

Vontade absurda de viver uma história inesquecível por agora, por mais simples que ela seja. Vontade de conhecer algum lugar, pessoa ou viver uma situação diferente. Vontade de simplesmente sentir uma euforia insana dentro do meu corpo, pedindo mais daquele momento, implorando mais de mim pra aproveitar todo o prazer que tudo isto pode me proporcionar.

Parece loucura? Sabe quando você simplesmente vagueia nos teus pensamentos? Deita em algum lugar, encosta num sofá, olha pra cima, pra rua, pro nada e de repente se lembra de um momento aleatório? Dá um sorriso bobo e parece que tudo está acontecendo de novo? As sensações, a saudade, o sorriso. Uma combinação resultante de uma das situações do segundo parágrafo, que eu estou a procura a partir de já.

PROCURA-SE:
Momento pra ser lembrado em um dia qualquer, com um sorriso involuntário e um abrir de olhos que me faça encarar o quão bom tal coisa foi e o quão irreal é isso na hora em que você se dá conta de que a sensação, que por um instante voltou, já é passado.


E apenas enquanto eu respirar, eu vou me lembrar dos momentos bobos e simplórios, porém inesquecíveis. Dos momentos que quando acontecem, a gente sabe que vai lembrar um dia, dos momentos que a gente não quer que acabe.

Acabou.

11 Junho 2009

RUMOless

E eu não sei em que caminho isso vai dar.

15 Fevereiro 2009

Como se não bastasse

Da intensidade enorme da luz do Sol, do vento ecoando nas árvores e de cada coisa mínima e não percebida lá fora, de cada poeira, som ou objeto que conte uma história. De cada história que conte um som, um objeto ou uma poeira. E de todas as formas uniformes ou não que representam qualquer sentimento ou qualquer sensação existente dentro de cada ser humano.

Dentre tantas coisas e acontecidos ao mesmo tempo, eu simplesmente não poderia escolher qualquer outra coisa a não ser a mais óbvia e crua de todas: você.

PAUSA

Não há, não houve e talvez haverá.
Não foi, não quis e talvez queirará.

Pausa da qual se pensa, se motiva e se esclarece
Qual a função de entender um sentimento que nem ao menos lhe obedece?
Esquece-se de tudo. Despreende-se do mundo.

FIM da pausa. PAUSA do fim. DO fim pausa.

Misturam-se as coisas, soltam-se os desejos, libertam-se os sentidos e esquecem-se as razões. Vive-se harmonicamente o coração e o não. Quer você queira, quer não.

08 Janeiro 2009

Nove angelicais letras

E o dia amanheceu menos brilhante. As nuvens invadiram o azul celeste, como se estas quisessem encobrir a insatisfação do Sol em querer sorrir. E pela noite, uma estrela começou a brilhar. Não um astro qualquer, mas uma estrela digna de seu novo e resplandecente brilho. Uma a qual se destaca enormemente das demais pela sua imensidão de histórias e amores. Apesar de assim tão inexperiente no veludo noturno, esta, que habitou intensamente a Terra, não envergonha as outras em sua responsabilidade de ser uma estrela.

As cinco letras de um substantivo simples podem ser facilmente trocadas pelas outras nove de um substantivo próprio. Na Terra, perdeu-se uma linda e carinhosa senhora. Em uma certa família, perdeu-se uma linda e carinhosa senhora. E esta, de nove letras, sendo este um subtantivo próprio, deixou este neto desolado e confuso de si.

Me econtrava em pratos apenas em imaginar como seria se um dia você olhasse pra minha cara e me perguntasse quem eu era. Quando este saiu do abstrato e se tornou um dia real em minha vida, percebi que não era tão ruim assim, afinal, logo após a pergunta, a senhora me reconheceu. Mas ao ser acordado com a notícia de que não mais habitaria o mesmo mundo que eu, apenas um silêncio tomou conta de mim.

Estava absolutamente normal, sem sensação alguma. Parecia que nada havia acontecido. Mas confrontar a morte em sua mais adequada forma neste mundo (lê-se aqui cemitério, substantivo simples, composto de nove letras) me fez perder a cabeça.

Foi uma menina teimosa, uma adolescente sapeca, uma mulher vaidosa e uma senhora amável. Não pôde Deus ter escolhido senhora melhor para ser designada à função de minha avó. OBRIGADO POR TUDO. OBRIGADO SEMPRE.

Não sei com quais palavras confortar as pessoas que eu mais me importo. Não sei como lidar com minha mãe de forma com que ela se abra de verdade...

INTERMINADO.


Brilha meu amor, esteja bem onde estiver. Seja linda como foi.
Do teu eterno broto =)

12 Dezembro 2008

Imprevisível

E não parava de pensar se todas as situações simuladas, inventadas e tão intensamente quase vividas fossem criadas apenas por ele. Parado ali, na cama, tentando dormir, se pegava pensando em reecontros impossíveis, em pessoas marcantes e qualquer outro tipo de situação que de alguma forma seria absurdamente inviável naquele momento. Como se cada uma destas coisas imaginadas fossem recordações e não apenas criações feitas em momentos sonolentos. Abstrato já tinha quase 20 anos de idade e pode-se dizer que não achava tão normal assim viver em um mundo de plástico antes de dormir. Perguntava-se a si mesmo se seus amigos talvez faziam a mesma coisa, mas tinha a maior vergonha do mundo em perguntar pra cada um deles a veracidade desta suposição. Preferia então viver assim, mergulhado em fantasias, das quais eram exatamente bem vividas, com falas absurdamente feitas e ao mesmo tempo tão naturais.

Seus ouvidos eram serenamente mergulhados em diversas músicas. Canções propícias para cada momento tornavam-se trilha sonora de cada realidade imaginária. E a cada tom, timbre e melodia, as coisas simplesmente aconteciam. Se uniam, se encaixavam, davam certo. E parecia que se cada uma destas fosse transposta pra sua vida real, as coisas seriam exatamente iguais, as palavras seriam as mesmas ou ao menos ele manipularia para que cada conversa tivesse o mesmo destino das inventadas e, por assim fazer, suas respostas seriam as mesmas e guiariam tudo para o mesmo resultado dos imaginários: o sorriso em cada palavra, um gesto em cada olhar e o final açucaradamente feliz. Carícias, beijos, felicidade.

- Acorda filho, já são quase onze horas.

Não importa de quantas formas ele tentasse entender, descrever ou refletir, cada utópica situação simplesmente se ia. E não de forma controlável, não de forma perceptiva. Mas era ao abrir os olhos em cada manhã, era em começar um novo dia, que se dava conta de que já tinha parado de imaginar, que cada imaginação não tinha conexão alguma com seus sonhos e que tudo era irreal. E era só quando estava acordado, que percebia que não era mais tempo de imaginar, não era mais tempo de supor. Cada história e cada momento estava pronto para ser vivido. Não era, portanto, possível controlar cada momento de sua vida. Caso contrário, surpresas não existiriam, sentimentos não fariam sentido, sofrimentos não aconteceriam. Todas as coisas supostamente ruins seriam evitados e cada boa e pura sensação seria perfeitamente selecionada.

A realidade tomou conta daquele garoto como todos os dias anteriores, e como todos os outros que viriam a se seguir.

21 Novembro 2008

Nada faz sentido

E você junta forças pra tentar recomeçar uma história que nunca antes havia sido vivida. Você faz um pacto consigo mesmo, diz que não importa as consequências, o que vale é realmente saber se pode ou não dar certo. Afinal de contas o que é o risco se não o ímpeto de viver qualquer momento sem pensar em abolutamente nada que posteriormente possa te machucar?

E imagina momentos que nunca foram vividos e adormece com situações que são intensamente vivas na sua cabeça. E não para de pensar em um tal alguém e pergunta se esse alguém pensa em você também. Observa as coisas mínimas, se diferencia nos detalhes, nos pequenos gestos, nos sorrisos e abraços, nos beijos e carinhos. E parece que de todas as coisas que você tenha vivido até aqui, escolher uma só pra lembrar a vida inteira é injusto por demais. Se depara encantado com alguém, mesmo não gostando. Apenas com um carinho especial que torce pra que se torne algo real, algo bom, algo que te faz feliz.

Vive dias insanos de lindos. Ouve palavras lindas, se torna escravo desses prazeres momentâneos, desses dias que deveriam ser intermináveis. Intercala com alguns outros que parecem que não houve nada de nada, como se os dias perfeitos fossem apenas uma daquelas situações da sua cabeça, quando na verdade, aconteceram realmente, foram vistos com as cores mais intensas, com vivacidade e o que há de melhor dentro do seu coração.

Parece que tudo foi jogado fora. Você se sente estranho. Não sabe se entendeu de forma errada o que aconteceu, se a pessoa não se importa com você do jeito com que você se importa com ela ou se apenas você entendeu como se ela se importasse. Que na verdade, são amigos e apenas isto. Não digo em amar, não digo aqui em sentimentos tão fortes. A gente se conhece, a gente sabe quando gosta de alguém e definitivamente, este aqui não é este sentimento. É apenas uma utopia guardada com carinho, que se aqueceu, que me envolveu, que permeia nos meus sorrisos e olhares e que deseja apenas um certo alguém.

E era certamente estranho, te olhar dentro dos olhos e ver tudo o que eu sempre quis.

23 Junho 2008

Suavização do Passado



Quanto mais eu acho que eu esqueço, mais eu lembro de você. E me parece que de todas as memórias tidas, de todas as coisas vividas e as quais eu criei esse blog pra falar, são apenas maquiagem pra acabar sempre comentando de você. E isso tudo me deixa maluco!O fato de nunca saber o que eu sinto, de me pegar dizendo que eu esqueci e depois não ter a mesma certeza do que eu sinto/sentia é anormal. Essa história inteira não é justa e eu não me sinto justo ao tentar escolher se de fato eu me esqueci ou se não.

Não gosto da palavra esquecer, não gosto de tentar apagar alguém de mim, ainda mais alguém que foi importante. Parece absurdo reaver algumas coisas, mas é mais absurdo ainda tentar tirá-las de si mesmo. Não peço reciprocidade nos meus valores e nas lembranças que carrego comigo, mas peço respeito pelo passado incerto e pelo futuro duvidoso. Não quero dizer que foi só passado, não vejo essa palavra sair da minha boca, pode ser que saia mais suavizada: lembranças.

Até que ponto são realmente lembranças e onde começa a realidade? Me desapegar é extremamente difícil. O pior de tudo não é a minha perseguição pelo fim de uma paixão intensa,
não é o resultado de tudo isso. Mas parece que cada coisinha me persegue, não apenas objetos. Acabei conhecendo duas pessoas esse ano que tinham algum vínculo com você. Isso pra mim é estranho, ao mesmo tempo que você se distancia, você se aproxima de mim da forma mais abstrata possível.

Não quero terminar esse post com a certeza que eu esqueci ou que ainda vive em mim, mesmo sem eu saber, uma parte sua. Não quero ser o responsável pelo fim da melhor coisa que aconteceu comigo.

Tenha certeza que você vive em mim, pois pode passar um mês ou três, mas de uma forma ou outra, recordações vêm a tona de um jeito bizarro. Não quero me privar de nada que me remeta a sua presença, ao seu sorriso e a minha carência.

As minhas incertezas contribuem para um sofrimento razoavelmente percebido. Não gosto de algumas coisas em mim que não consigo mudar, e rejeito outras mudanças que simplesmente aconteceram, que naturalmente ocorreram. Não culpo você pelo André de hoje, não culpo você pela história de ontem. Não quero mais achar que o peso todo foi meu, muito menos seu. Achar um culpado pra tudo aquilo é sofrer mais, é rejeitar um possível futuro.

Chame de utopia ou de ilusão. Pode ser extremamente instinto e abstrato que uma história floresça depois de um tempo sem contato, que uma intimidade surja novamente. Mas não quero descartar a possibilidade de um futuro com você, por mais momentâneo que seja.

13 Abril 2008

Feeling alone is not the problem. Sometimes you just have nothing to say and nothing you feel is what you are thinking it is. The craziest thing about feelings is that when you less expect you are loving someone, over someone or just sad because you don't have what you feel back.

And sometimes you think you know where your foot is, when the truth is you don´t. Heart can surprise us, can make a difference and make us fall in love. Don't try to make your heart a fool or hide your love. We just have to enjoy.

And the great thing about enjoying is to be there for the person you admire.

02 Fevereiro 2008

Ápice

Acho que escondo a minha verdadeira essência atrás das atitudes mais abomináveis, aquelas que eu sempre condenei. Acabo comparando as pessoas que eu fico com uma única, mesmo que sem querer e indiretamente. Ta aí o medo e a explicação pra não ter tido alguma coisa séria desde então. Me afogar na esperança de te encontrar daqui há 10 anos é a pior das coisas que eu podia esperar ou querer, afinal de contas, qual a probabilidade de nos encontrarmos em uma festa e retomar o tempo perdido? Não vou gourar relacionamento algum, não vou torcer pra nada, além da sua felicidade, mas por mais que eu ache que não penso mais em você, mais as lembranças vêm à tona. Não digo simplesmente do seu rosto e das coisas que vivemos, mas de coisinhas simples que me remetem à você. Um cantor, uma birken, um bairro e algumas características físicas.

Fiz uma das coisas mais estranhas: fui escondido no shopping pra te ver. Às vezes eu fico pensando e acho que você deve me achar o mais maluco de todos. Eu sei que você continuou muito fácil a sua vida, mas um sentimento verdadeiro é difícil de se esquecer, mas nada que me prive de viver a minha vida ou me limite de ficar com alguém. Eu sinto saudades suas, e quando digo isso não é apenas de você, mas da nossa amizade, da frequência com que nos falávamos.

E um dia, isso tudo vai ser uma grande lembrança e como você me disse uma vez, talvez eu pense da mesma forma: 'foi bom, mas já é passado na minha vida'.

13 Janeiro 2008

Ouvir estrelas

Há quem critique o Olavo Bilac por ele ser parnasiano e usar as palavras como verdadeiros enigmas de compreensão. Eu já me identifico com o poeta, e admiro a simplicidade do tema abordado da melhor forma possível.

XIII

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".

(Via Láctea - Olavo Bilac)


23 Dezembro 2007

Três M

De Toi à Moi

Já faz um tempo que venho tentando postar aqui, mas nada me vinha na cabeça. Por um momento eu fiquei feliz, parei pra pensar e vi que escrevi nesse blog nas horas que eu mais precisava falar com alguém, colocar pra fora toda a tristeza que eu estava sentindo. E que talvez, essa falta do que escrever, significasse apenas que eu estava sendo feliz.


O André que viveu a história da Pitél mudou muito desde então. Há um ano atrás eu não me veria fazendo as coisas que eu faço hoje, tomando as atitudes que eu tomo e com certeza em relação as coisas do meu coração. Chame isso do que quiser: metamorfose ou maturidade. O nome não me importa.

Não que eu me ache um monstro, mas eu ainda não sei o quão boa foi essa mudança. O cara que pensou no namorado da Pitél, quando não ficou com ela, acabou beijando algumas meninas comprometidas, acabou beijando por diversão, se viu completamente diferente do que já foi, tomou atitudes que nunca tomaria. Aquele cara está em algum lugar aqui dentro.

Esse André tem um medo danado de namorar com alguém, enjoa fácil das pessoas, procura não manter uma relação muito dependente. Talvez o vazio que exista aqui no coração seja uma auto-defesa contra o que aconteceu comigo. Eu sei o quão chato parece ser ficar batendo na mesma tecla, mas encare o cursinho como um lugar onde sua vida pára, os acontecimentos mais recentes são aqueles que você viveu antes de começar o pré-vestibular. Eu poderia culpar qualquer pessoa ou coisa pelo o que eu sou hoje.

Talvez eu só tenha que começar de uma forma diferente.

Olá, meu nome é André, eu tenho 18 anos, sou universitário e ano que vem começo o curso de Publicidade e Propaganda. Já fiz algumas coisas que não me orgulho, já tive uma paixão que doeu pra esquecer, já revi critérios e permaneci conceitos. Ainda não sei bem quem eu sou e quando digo isso não é apenas pra ficar bonito. Muito prazer.

04 Novembro 2007

Vago

TE ESQUECI!
Esqueci de você
Esqueci de me lembrar que eu não sinto
absolutamente N A D A
pelo motivo do meu esquecimento
pelo esquecido sentimento!

15 Outubro 2007

Atipicidade

Fazer o bem para os outros implica o fato de que isso vai voltar pra você. Eu acho que eu devia ser pequeno quando a minha mãe me ensinou isso: tomar cuidado com as atitudes, elas acabam voltando de alguma forma. Posso ser implicante ao dizer que não vi nada voltar, que as minhas boas ações foram em vão, que os meus limites foram impostos à toa, que nada valeu a pena, que eu me privei do que eu mais gostei por pensar nos outros. Chega a ser bonito. Posso dizer que nada veio em troca, entretanto, a revanche das coisas ruins, estas chegam rápido demais. Não levar em consideração que o amor da minha família foi o que eu ganhei seria absolutamente irelevante.
Não considerar que eu sou feliz por aqui, com meus pais, meus irmãos. Não me importa se amigos vem e vão, não me importa se eles não estão nem aí, se o que eu penso, se o que eu sinto não significa nada para as pessoas. Eu tentei mudar, ser diferente. Hoje, eu digo chega ao falso moralismo, aos hipócritas, aos imbecis e jogadores do nada. Aplausos aos que se acham espertos, aos que controlam as pessoas, seus sentimentos.
Não vou fingir ser o que não sou, não vou ser o que nunca fui.
Nunca vou ser o que eu nunca fui.

23 Setembro 2007

Tum Tum

Quando tentar te esquecer não depender mais de mim, e quando tudo o que ainda vive no meu coração não significar absolutamente mais nada para você, além de passado. Não adianta fingir que nada aconteceu, que eu sou um conhecido, que os nossos abraços foram apenas casuais. Não há porque tanto fingimento.

Quando o meu 'eu te amo' não significar nada pra você,
e quando a minha presença for neutralizada por um outro alguém. Quero que se lembre que eu ainda não te esqueci, que cada gesto, sorriso ou carinho ainda vive no meu coração, que você está mais presente na minha vida do que nunca. Que o tudo pra mim é nada pra você, e que tudo pra você, pra mim é o nada. Sofrer e amar não deveriam andar de mãos dadas, já que são dois sentimentos tão paradoxais. Não adianta mais...

When everything means nothing to you and you realize how miserable you are.

29 Agosto 2007

Vice-Versidade

De todas as coisas que eu fiz, eu faria de novo tudo aquilo o que eu não fiz. A complexidade das coisas está no discernimento que cada pessoa tem ao se deparar com sentenças e situações da vida. Sentenças pelo fato de exprimir em palavras as saudades do pretérito não realizado. E situações, que podem sem vaidade alguma serem seguidas pelo adjetivo contemporâneo.

Dentre as coisas vividas, gostaria de realçar o quão um perfume lembra alguém, e o quanto um objeto retoma uma pessoa. Sentir, cheirar, tocar. Bastam apenas três ações sensasoriais para um nome vir a mente junto a um flash-back dos momentos mais marcantes. E aí eu te pergunto, lembrou de quem?

A lembrança do intocável, o som da risada mais alegre, a brincadeira mais boba e tudo o que é abstrato, de repente, torna-se concreto. Está comprovado então o paradoxo que há entre essas palavras. O contraste de idéias que podem conviver um ao lado da outra e que remetem à esse blog.

Eu termino esse parágrafo com a certeza de que não sou o único melancólico em tais horas. No meu caso, o tempo pode ou não fazer com que eu me encontre com uma pessoa, que no momento namora e encontra-se apaixonada. Talvez me subordinar assim à alguém possa parecer insanidade. Mas se é insano amar, digo que amo porque sou insano e vice-versa.

25 Agosto 2007

Importância Banal

Já não importa mais eu dizer que a minha vida parou, que eu estou estagnado em uma fase que não passa, que insiste em se tornar inacabável. Quanto mais as coisas mudam, mais ela se tornam mesmice. Eu sinto falta de um milhão de coisas e enumerá-las e citá-las sem esquecer de uma seria algo impossível. Não me sinto na liberdade de cobrar companheirismo de qualquer pessoa. A reciprocidade sempre vai ser na mesma medida.

Às vezes me dá uma saudade das coisas que já vivi. Das situações e lugares, mas principalmente das pessoas. E tentar reaver essas amizades e criar a situação mais parecida, por mais artificial que seja, não vai me trazer de volta as mesmas sensações.

Eu sou grato a tudo o que me fez crescer, a repensar no que eu achava certo, a modificar a minha pessoa e rever os meus valores. Se eu tive que perder o que eu mais gostava pra aprender isso, eu me pergunto se a maturidade me valeu a pena. Por mais fácil que seja elaborar um plano pra reconquistar o perdido, mais abstrato o plano se torna. Não vivo de lembranças. Não estou apto a me prender em coisas que não me fazem bem no momento presente.

Se para alguns é necessário preencher o rosto com um falso sorriso, pra mim é necessário preservar o que é sincero.Se eu me arrependo de alguma coisa, essa coisa é ter feito o que eu não fiz, e não me culpar pelas coisas que não deram certo. Se foi meu era porque era pra ser, se não foi, um dia talvez possa acontecer.

14 Julho 2007

Quanto mais as coisas mudam, mais elas se tornam as mesmas.



O vídeo diz muito de mim, acredito que muito de qualquer pessoa.
O quão arriscado realmente é tentar mudar? Sempre promessas. O ano que vem, a semana que vem, a partir de amanhã, nunca agora. Não culpo ninguém, eu sou assim também.
Eu vivo em um passado repleto de acontecimentos abstratos e em uma mente repleta de acontecimentos inexistentes, porém concretos. O engraçado de imaginar, de guardar cada acontecimento em um arquivo dentro de um armário empoeirado é, simplesmente, o fato desse arquivo se chamar mente.
Ironia do destino ou do português, mente tem significados distintos. Primeiro, quando se inventa algo que não é real, nem plausível ou então o substantivo mente, o mesmo que temos dentro da cabeça. Implícito que mentimos pra nós mesmos quando nos iludimos, pensamos em algo. Enfim.

11 Junho 2007

Ciclo Vicioso

O céu esta absurdamente negro e estrelado. Há tempos que eu não via algo parecido, a minha vontade é de certamente mergulhar céu adentro e nunca mais voltar.
Parece-me que o céu pode resolver tantas coisas, ao menos poderia resolver meus problemas, minhas crises, minhas auto-lutas, afinal de contas, eu sempre termino uma conversa dizendo que o problema deve ser eu mesmo.
Ninguém entende, por mais que eu tente explicar. Eu ainda não sei o porquê de estar nesse mundo, aliás, talvez eu saiba, mas Ele poderia muito bem ter me privado, prometo que não me faria falta alguma, não peço o leito eterno, muito menos uma vida curta. Mas digo que de onde eu vim, eu nem gostaria de ter saído. Dizem que o céu é lindo.
Tentei fazer um acordo com Deus hoje. Olhos encharcados, noite estrelada. Ele bem que poderia me escutar, me curar de todas as minhas dores, me privar de paixões. Eu não fui feito pra esse mundo. E se eu sou evoluído como alguns dizem, se eu sou o novo amanhã, eu não quero esperar até os 40 anos pra ser valorizado por alguém, não digo apenas em aspectos emocionais.
Porque como todo mundo sabe, eu vou ser sempre o cara legal, sem problemas, que ri de tudo e está sempre tudo bem.
Os conselhos são sempre os mesmos. Acho que as pessoas se cansaram de escutar os meus mesmos problemas. Sou sempre o careta, que precisa aproveitar mais a vida. Talvez esse seja o meu eu verdadeiro.
A minha vida simplesmente parou, parece um ano perdido para acúmulo de conhecimentos que podem não valer nada em um vestibular qualquer. Eu perco um ano na minha vida de histórias, de acontecimentos, de emoções e de nostalgia pra talvez... nada. O filme que passa na minha cabeça continua aqui há um tempo, parece episódio reprisado de filme na televisão aberta.
Está na hora de construir minha história, de mudar algumas coisas e de deixar pra trás algumas outras. Já não me importa mais se eu sou o careta ou se sou o encalhado em assuntos passados. E pra que isso aconteça eu não preciso viver mais intensamente, não preciso dos conselhos tolos. Talvez daqui há 10 anos se confirme o verdadeiro motivo de eu estar aqui, motivo esse que está na minha cabeça agora, e que vocês saberão no dia 11/06/2017.

31 Maio 2007

Enfim, o fim!

Depois de tantas interrupções, posts aleatórios e sentimentos expremidos numa folha virtual do blogspot, nada mais justo que o fim da história que comecei. Peço desculpas pela demora aos que não conhecem a história e aos que ficaram na expectativa de um término que não fosse tão tardio quanto este.

Talvez o anunciamento do meu sentimento pela Pitél tenha sido um tanto quanto prematuro, precipitado ou antecipado. O que eu sentia/senti/sinto agiu um pouco mais rápido do que a minha razão, deixei o coração falar, de modo com que a história a partir daí fosse toda movida por ímpetos, por sensações, pelo meu coração, pela decepção e pelo gostar.
Quando tudo aconteceu eu me abri com alguns amigos, o conselho deles, se não o mesmo, foi muito parecido. O engraçado de contar histórias suas pras pessoas que você se importa é que sempre, não importa o quanto você suavize a situação, você sempre será o mocinho da história e a pessoa que você gosta, e que de alguma forma te fez sofrer, a vilã, igual aos romances romanescos. Mas essa história não teve um final feito o livro 'Senhora'.

Algo que eu sempre achei certo por toda a minha vida, e que hoje questiono muito, é até quão verdade se pode acreditar e colocar na prática a seguinte frase: "Não faça com os outros, o que você não quer que façam com você". Infelizmente, eu levei isso ao pé da letra e me privei de beijar a pessoa que eu mais quis, que mais me fez bem.

Depois de revelar pra Pitél que eu gostava dela, eu senti que nada podia impedir o que o destino deixava explícito: um final feliz. Afinal de contas, ela havia terminado com o namorado. Bom, ao menos teoricamente. Como eu já disse, na segunda, ela tinha beijado ele. Pra mim foi um choque, mas mesmo assim, eu abri mão dela, da minha felicidade, disse à ela que fosse feliz com quem quer fosse, que pra mim, o que realmente valia era a felicidade da pessoa que eu gostava, que eu me importava, e que se ela achou que a felicidade dela estava completa com esse menino, que ela aproveitasse.

Acho que esse foi um dos meus mais graves erros, por mais insistente que eu fosse na minha cabeça e achasse que conseguiria ser nas atitudes, eu não era. Enfim, como auto defesa minha eu criei um muro enorme, um muro de raiva, de ignorância, que me protegia da Pitél, que me escondia de quando ela estivesse por perto, que ela nem notasse se a luz do meu eu estivesse acesa ou apagada. A verdade é que quando ela estava presente em alguns âmbitos comuns, como no buffet, pra mim pouco fazia diferença, ao menos eu acreditava que pouco fazia diferença. Eu era grosso, chato e até mesmo a ignorava. Eu estava quebrando com uma promessa que eu fiz para ela, eu provei que a minha palavra não valia nada: "Qual o seu medo Pitél? Seu medo é me perder? Você nunca vai perder minha amizade, você nunca vai perder o que nós temos, eu te prometo isso".
Mesmo com tanta grosseria da minha parte, ela nunca abriu mão de falar comigo, sempre me aturou, sempre puxou um assunto, mesmo sabendo que em menos de um minuto ela se arrependeria por ter o feito. A gente acabou se reconciliando, ela continuava com o namorado e eu amando ela. Ela continuava indecisa com quem ficar e eu a esperando.

Esperaria o quanto fosse, eu disse isso pra ela. Um punhado de três vezes pra mais, ela andou comigo do curso de inglês até o buffet que a gente trabalhava, à pé. E ela nem ia trabalhar nessas vezes, simplesmente foi me ensinar o caminho, acho que se não gostasse mesmo de mim, não iria ter feito tal ato. Me disse uma vez que eu era apaixonante. Até hoje me orgulho de tal elogio recebido. Já pararam pra pensar em quão complexo isso pode ser? Os milhares de significados, uns sempre levando aos outros? Sim, porque se você é apaixonante, quer dizer que há um conjunto de características suas e somente suas que fazem as pessoas se encantarem e acabarem se apaixonando por você. É um sorriso, é uma conversa, é o jeito de mexer nas coisas, de tomar atitudes. Não se restringe ao fato de ser bonito ou não, de ser legal ou não, simplesmente se é apaixonante.

Mais umas duas vezes tivemos brigas tão intensas quanto essa primeira. Na terceira e última, eu ouvi dizer que ela ia sair do buffet, que não dava pra trabalhar daquele jeito, porque afinal de contas, eu era o 'chefe' dela, como se trabalha em um lugar que seu chefe, aparentemente, não gosta de você? Ao saber disso, eu fui falar com ela no ato. Novamente estávamos no monorail, como no dia que eu revelei meus sentimentos, mas agora era pra esclarecer os fatos. Eu disse o que pensava, não que realmente era o que eu pensava, mas o que os meus amigos me diziam - "Pra ela é conveniente ter um namorado e um cara pra elogiar a hora que for, sem precisar beijar" - Ela ouviu tudo e não disse nada, a conversa foi mais ou menos assim:
- Você não vai falar nada? (Esse sou eu)
- Não.
- Tem certeza?
- Eu não sou isso que você tá pensando, Dé.
- Não? Então me prova! Me prova que você é diferente. Me prova!

Ela abaixava a cabeça cada vez mais. Eu sai com raiva de lá quando eu perguntei se ela não ia falar comigo e a resposta foi: 'Dé, não fica bravo comigo, mas agora eu acho que eu não quero falar com você'. Ela disse isso da maneira mais sensata possível, como se ela quisesse falar comigo, deixando claro que não queria me perder, mas que naquele momento não estava apta pra falar qualquer coisa que fosse.

Ao voltar no monorail, eu já tinha chorado de raiva no banheiro do buffet, ela estava chorando, sozinha. Chorando mesmo, não eram uma ou duas lágrimas escorrendo pelo rosto. Nos reconciliamos, como duas crianças chorando, nos abraçamos. Uma meia hora depois ela me chamou na escada do buffet. Quando eu cheguei, ela me pediu desculpas por ter feito com que eu me apaixonasse por ela, enquanto chorava. Eu a abracei e disse que não havia o por quê dela pedir desculpas. Enfim, nessa de abraços e choros, alguns beijos que começaram na bochecha foram se aproximando da boca. Eu a olhava nos olhos e ela nos meus. Juro que por um instante o mundo parou. Dos olhos dela, meus olhos se dirigiram pra sua boca, e da boca pros olhos, e assim sucessivamente, como ela fazia também. Menos de 1cm, 1mm pra acontecer o beijo mais esperado da minha vida e de repente, aparece um senhor dizendo que não podíamos fazer aquilo, que éramos muito novos. Novos ou não, a minha chance de beijá-la foi por água abaixo, e junto com essa água, foi também a Pitél. Eu não a vi mais porque ela tinha saído do buffet, o meu sentimento continuou guardado no meu peito por todo esse tempo. O meu desejo de tê-la ainda é o mesmo.

Foi embora do buffet porque tivemos outra briga pelo mesmo motivo. Acabou que ficamos brigados e ela sempre pedia o meu perdão, nesse tempo também vinha sempre falar comigo, fosse no MSN ou no Inglês. Um dia eu a perdoei, não que foi fácil, mas a minha mãe naquela semana havia me dito, quando eu a perguntei porque ela achava que o meu irmão não falava comigo, que quando eu aprendesse a perdoar as pessoas, ela me perdoaria pelo o que quer que eu havia feito pra ele.

Ninguém sabe ao certo porque o meu irmão mais velho não fala comigo. Isso vem desde pequeno e não tente entender o porquê, me perguntar o porquê. Basta saber que eu cansei de tentar falar com ele, e não foi uma vez ou duas, foram anos. Hoje simplesmente tento esquecer a ligação sanguínea que temos, e no tempo certo, eu sei que Deus fará com que nos tornemos grandes amigos.

O fato é que ao perdoá-la, o meu irmão me ligou no meu aniversário (que foram algumas semanas depois de ter a perdoado), coisa que ele nunca tinha feito, nunca me deu um oi, parabéns. Me desejou parabéns, tudo de bom, enfim, coisas do aniversário. Tenho certeza que não fora coincidência do destino.

Hoje, tento manter contanto com ela o quanto dá. Ela namora outra pessoa. Nesse intervalo de solteirisse, eu bem tentei sair com ela, me encontrar, ela se demonstrou interessada, mas eu fazia cursinho a tarde e colégio de manhã, o tempo não era meu aliado. Deu que eu cheguei tarde demais e a perdi para um qualquer.

No próximo post, posto detalhes do meio termo da história, já que aposto que ninguém que começou esse post, leu até aqui.

29 Abril 2007

Indefinido, Indescritível, Imperceptível

Sabe quando bate aquela vontade de tentar voltar atrás? Quando você continua contando a mesma história e percebe que já se passou um ano, dois? A vontade de mudar o passado é inevitável, e não vou ser eu a aconselhar esquecer isso e viver o momento presente. Cada vida é uma vida, e portanto, cada um vive uma história diferente. Às vezes só é preciso aproveitar a fase ruim como a fase boa. Dizem que faz bem pra alma!

Eu a vi de novo. O coração bateu forte, eu gaguejei pela primeira vez de não conseguir falar nada.
O que eu achei que tinha sumido estava apenas congelado, e parece que o gelo derreteu.
EU ODEIO isso. Não dá pra controlar o coração, você diz. Mas acontece que histórias seguidas de finais infelizes sempre acabam te tornando meio fraco, meio desacreditado, meio vazio.

Não me venha com conselhos tolos. Prefiro um abraço à escutar que passa. O momento é meu, e ele precisa ser vivido da melhor forma possível, seja qual forma for.

22 Março 2007

Antes do Fim

Já está mais do que na hora de eu tomar vergonha na cara e terminar a minha memória da tal menina do buffet. História, esta, que consome a maior parte do meu tempo para uma postagem fiel ao que eu sinto. Tentarei terminá-la hoje.

Como dizia, ela havia me contado que terminara o namoro. No domingo ou sábado daquela mesma semana fomos trabalhar juntos. Disse que precisava contar algo à ela, mas não havia revelado o quê. Eu realmente estava me encantando por ela.

Parentêses: Acho importante frisar o fato de que eu estava muito carente na época, e ela contribuia para a minha carência ficar ainda maior. Falando comigo quando eu nem a via online, me ligando antes mesmo de eu pensar em ligar, enfim, completando um vazio amoroso, uma carência intensa que me consumia. De fato, metafóricamente, me consumia.

Era noite, a chuva começava a cair e eu estava decidido à abrir o coração e dizer tudo o que sentia. Era arriscado, não nego. Mas eu resolvi pegar a chance que a história tinha me dado e apostar todas as minhas fichas. Já dizia a minha avó que apostar tudo na mesma loteria não é um bom negócio. Enfim, eu estava no monorail quando ela chegou.

Ao entrar no vagão que eu estava sentado, desejei do fundo do coração que ela esquecesse o que eu tinha pra falar. Não era hora, ou era hora? Eu estava com medo de levar um fora, de perder uma menina tão especial, de ter confundido um carinho bacana com uma coisa a mais. Mas como eu disse, eu havia decidido arriscar!

Não hesitei em respondê-la quando a pergunta chegou "O que você tinha mesmo pra falar comigo, Dé?'', "Olha Pitél, independente do que eu fale agora, eu não quero que nada mude, porque eu gosto muito de você e eu acho que essa nossa aproximação tem sido muito boa pra mim... Eu nem acredito que vou te falar isso!". Ela me olhava nos olhos, parecia que estava escrito na minha testa o quão forte era o que eu sentia, ou começava a sentir. "Eu gosto de você". Não acredito que tenha sido um baque, afinal de contas, ela me olhava de um jeito que eu poderia facilmente entender o que ela estava pensando: ela iria me beijar ali! Naquele exato momento! Foi aí que o lapso mané caiu sobre mim. Algo dizia 'Sai daí, você realmente acha que ela quer alguma coisa com você? Você já está sem graça e ainda insiste nisso?'. Eu disse que ia dar uma volta e que voltaria já, não conseguimos mais nos falar naquela noite, só depois do buffet, já em casa no MSN.

Ela me perguntou o que eu faria se ela tivesse me beijado na hora em que eu contei que gostava dela. Coincidência do destino ou não, eu sabia que era o que ela pensava.

O fato, é que, após eu ter a certeza de que ela iria ficar comigo, chegou aos meus ouvidos,
na segunda-feira, a bomba de que ela tinha beijado o namorado. Ela era assim, não aguentava vêr as outras pessoas sofrendo, e o jeito de fazê-lo parar, seria beijando-o. Admito que lendo assim de primeira vez, e não conhecendo-a, parece que ela é uma pessoa má. Mas eu mostrarei que não no último post. Esse, que vem logo após este, que termino agora.

10 Março 2007

Vazio

Me consome!

06 Março 2007

Algum Lugar

Espero que não vire rotina essas interferências que ocorrem durante a estória, mas acontece que eu preciso me expressar de algum jeito, em algum lugar. Tornando cômodo o meu blog para isso, batizo-o agora de 'algum lugar'. Nada de segundo nome. Sobrenome, talvez!

Pela segunda vez, em tão pouco tempo de memórias vividas, me assaltam.
Não me prendo aos bens materiais que levaram, o dinheiro que foi perdido, mas sim a sensação que fica. Esta, que parece que nunca vai ir embora! Esta, que faz com que eu aja feito louco quando saio na rua, quando preciso pegar ônibus ou caminhar até um determinado lugar. Outro lugar.

As falas do 'elemento' continuam soando forte na sua cabeça. Parece um eco sem fim, cada vez mais nítido. Tenho quase certeza que o cerébro grava tão bem essas cenas para irritar-me. Como uma lição qualquer, palavras enfeitadas significando 'toma trouxa! torturar-te-ei!'. E olha que eu não fui um mal menino ano passado.

As pessoas poderiam ser mais pacíficas. Quem sabe assim o choque de um assalto não seria, de certa forma, mais suave? 'Poderia me passar o celular, por favor?' ou então 'Passe-me o celular, não te machucarei'. Acontece que a escola de etiqueta dos marginais são as ruas. E essas escolas não ensinam as três palavras mágicas.

Não me importei de dar o meu celular, pela segunda vez. Na hora eu nem consegui pensar em nada, nem qual era o meu nome ou se eu tinha família. Deus sabe das coisas que faz! E se Ele quis assim, quem sou eu para dizer que não? Só espero que esse choque emocional passe de uma vez! Prometo que não desejo isso à ninguém!

Só quero acordar um dia e notar que não tenho mais medo de andar pelas ruas de São Paulo. Acho que irá demorar algum tempo, já que a sensação de 'acabei de ser assaltado' ainda mora em mim. Enquanto esse dia não chega, o meu Algum Lugar será habitado por memórias e sensações grotescas, de quaisquer que sejam os assuntos referentes a minha pessoa.

22 Fevereiro 2007

Substantivo para Contraditório

Pronto, o impulso e a vontade de interferir o texto passou. Não sabia ao certo se deveria terminar a minha última memória postada, e até agora, a primeira. Decidi, vou terminar. Preciso me acostumar a terminar tudo o que faço, essa história de deixar tudo pela metade não faz o meu tipo. Aliás, não combina com o meu horóscopo! Acho que pelo fato de os planetas não estarem alinhados e o meu cósmo não fluir. De fato, por causa disso, me ocorrem ímpetos esporádicos. Espero que todos entendam que esse papo místico foi apenas para descontrair.

Como dizia, ela me adicionou no MSN. Passamos a semana inteira conversando. Descobrimos que fazíamos Inglês no mesmo horário, mas nunca nos vimos. Ela estudava em um colégio que era há um quarteirão do meu, e claro, gostávamos de algumas mesmas coisas. Dentre elas, Jack Johnson. O amor dela era bem maior, mas ainda assim gostávamos juntos.

O namoro dela estava realmente balançado, e pelo o que ela dizia, ele era um tanto quanto estressado. Uma vez, incentivada por mim, ela foi conversar com ele sobre o que estava acontecendo. Não é que o namorado tirou a aliança do dedo e a jogou? 'Se você não está satisfeita, então termina!'. Mas ainda assim, nunca a incentivei à terminar o namoro. De fato, eu dava conselhos sobre o que ela poderia fazer, mas em nenhum deles estava explícito ou implícito a minha vontade de ela terminar e ficar comigo.

Engraçado como em apenas uma semana ficamos dependentes um do outro. Quando não nós falávamos batia uma saudade, e era recíproco. Enfim, nessa semana eu contei sobre os meus relacionamentos espontâneos. Um pouco da minha vida pessoal. Acho que não preciso detalhar muito nessa parte, aliás não tem muito o que detalhar. Ela dizia coisas como 'Impossível você nunca ter namorado' ou 'Como ninguém nunca gostou de você?' ou coisas que me deixavam encucado. Eu estava pirando ou ela tinha um interesse por mim? Dizia que ia na minha escola às vezes e me procurava, como não achava, acabava indo embora.

Então nos víamos nos finais de semana, quando tinha festa, e as segundas e quartas no Inglês.

Estava absurdamente carente nessa época. E a Pitél estava preenchendo essa carência. Não com
sentimentos, ainda. Mas com gestos. Antes de eu pensar em ligar, ela me ligava. Antes de eu dar oi no MSN, ela dava. Gestos simples assim, que faziam-me sentir especial.

Um dia quando cheguei no Cultura¹, ela estava, como de costume, no sofá debaixo da escada. Sentei ao seu lado e vi que estava tristinha. Olhava apenas pra baixo, quando dei oi, eu vi os olhos sujos de lágrimas. Perguntei o que tinha acontecido e ela respondeu 'Nada'. Ofereci um pitulito e ela recusou, agradeceu, mas disse que não queria agora. Quando fui colocar em sua mão, para ela comer depois, notei a falta de uma coisa: a aliança prateada. Uma sensação de felicidade me arrancou alguns sorrisos, ela não viu. Dei um abraço de urso e perguntei se ele tinha terminado. 'Não, fui eu que terminei'.

¹ Cultura Inglesa.

20 Fevereiro 2007

Interferência

Algo no meio do nada, que corta a história e viaja.
Vontade de gritar. AAAAAH! Passou.
Uns dirão que sou louco, não julgo.
Aliás, sempre digo que não julgo, mas quem realmente não julga?
Todos julgam, sem exceções! Aposto que você deve estar me julgando agora.
Pareço um idiota falando com o nada, mas o nada me compreende. Me sinto abraçado pelo vento que vem de cima. Sim, de cima! VEN-TI-LA-DOR!
Invenção boa essa! Não há quem negue.
O engraçado é que eu mudo de assunto do nada, mas eu não forço para que isso aconteça. É bom escrever sem saber o que pode vir depois. Ímpetos.
Esta minha memória que comecei a contar no post anterior, está me cansando. Quem quiser que eu continue, por favor, fale. Ou quem sabe, eu posso estragá-la contando o final agora. De forma bem resumida. O que acham? Acho um fim válido, digno de comentários repletos de imbecilidades.
Poderá ter dois finais: e viveram felizes para sempre ou não deu em nada.
Poderia apostar que cada um de vocês está convicto do final. Acreditem, os finais das minhas histórias (lê-se: memórias) são as mais inesperadas, isso não as tornam agradáveis! Ao menos não para mim. É chato.
CHATO, cinco letras. André também. Coincidência do destino? Acho melhor que esssa pergunta fique sem resposta!
Nesse caso, uma simples reticências terminará o post. No três. Um, dois, três...

18 Fevereiro 2007

Dia de Festa

Como dizia, trabalho em um buffet infantil. Recordar de uma história que faz tanto tempo que passou é realmente uma tarefa árdua, não que eu não lembre e precise preencher o espaço de brancura com mentiras, mas detalhes. Estes sim, são inimigos da memória! E digo mais, inimigos da memória de um homem! É impossível perceber algumas coisas que as mulheres fazem questão que percebamos. Mas este assunto fica para outro capítulo.

Não lembro ao certo se era sábado ou domingo, mas era de manhã. Estava indo para o buffet quando avistei uma garota na rua, me chamou atenção, era deveras bonita, mas não tinha tempo de admirar tal beleza, estava atrasado e quase chegando na frente do Tower¹. Ao entrar, olhei para trás e vi que a menina da rua começou a conversar algo com o segurança. Me escondi atrás da parede da recepção, pra saber o que ela queria. Logo o segurança me chamou, não que ele sabia que eu estava ali, mas ele sabia que ainda não tinha chegado no piso inferior, onde deveria estar enchendo as bexigas para a montagem dos arcos. Voltei, e ele me disse para acompanhar a menina até tal lugar. No caminho descobri seu nome, idade, onde estudava, coisas que se descobre no Orkut.

PARÊNTESES: Como ela era linda! Areia demais pra mim, aquelas pessoas que você classifica como intocável, imbeijável e todos os 'ims' que vierem na cabeça. LAPSO achar que, porventura, ficaria com ela.

No caminho eu notei a aliança prateada na mão direita, normal. Pessoas namoram, pessoas são solteiras, não deixei de viver por saber de tal informação explícita. Mesmo porque, como eu disse no parênteses, ela era definitivamente intocável. Tentava até não conversar muito com ela, afinal de contas eu já me achava meio idiota, tentando achar um assunto com alguém que eu gostei então, ficaria pior. A única coisa que estava poupando eram mais pontos negativos no conceito da garota.

Perdoem-me por não ter descrito como ela era, farei isso agora: Jeito de criança, fofa, sorriso de quem acabou de aprontar, olhos negros e cabelos idem, cabelos absurdamente lisos. Franjinha pro lado e um piercing no nariz.

PARÊNTESES: Durante a festa, cada monitor fica em um brinquedo, incluindo um na escada, já que o buffet tem dois andares. A cada meia hora eles fazem um rodízio, sendo que eles mudam para o brinquedo da esquerda, e o monitor que estiver no último brinquedo vai para escada, e o que estava na escada sobe para o primeiro, assim vai até o fim da festa. Como eu sou coordenador fico em um plataforma do lado de fora. Eu e um monitor, para quando eu precisar sair, o brinquedo não ficar sozinho. Ali é o monorail, uma espécie de trem que sai do buffet e volta, aéreo.

Estava no monorail com alguns monitores, e a tal menina prestes a ir pra lá na próxima vez que o rodízio acontecesse. A porta da plataforma é de vidro. Olhei pra menina e comentei com os monitores, na brincadeira, 'Essa tia é um pitél, hein galera?! Nossa!'. Todo mundo riu, e o apelido pegou, Tia Pitél.

Uma monitora perguntou para a Pitél se ela queria ficar comigo, ela respondeu que namorava há oito meses, que o namoro estava balançado, mas que não sabia. Quando essa monitora veio falar pra mim, juro que ela quase ficou sem emprego. Eu não sabia de nada, nem havia mandado ela perguntar tal coisa. Não sabia onde enfiar o rosto, a minha vontade era ser um avestruz e enterrá-lo na terra o mais rápido possível.

A festa terminou, chegando em casa, entrei no Orkut. Lá havia um scrap da Pitél, pedindo pra me adicionar e perguntando o meu Messenger. Aí que a história começou a acontecer...

¹ Tower: Magic Tower, o buffet em que trabalho.

16 Fevereiro 2007

Começo do Paradoxo

Memórias de Uma Meia-Vida!
Não me leve a mal, não que eu seja algo metafísico, ou uma pessoa em transição de um mundo à outro.
Um blog abstrato do concreto, inimaginável do imaginável e alcançável do inalcançável.
RETICÊNCIAS, sempre uma história resumida em uma dízima!
Histórias, das quais são a minha vida. E as contarei aqui.

"Coméço" pelo começo: Nasci no dia 11 de Maio de 1989.
Mas isso não importa, aliás, importará para a história que contarei! Não que decorar a minha data comemorativa de anos completados seja algo necessário, mas citações de tal dia ocorrerão por algumas partes.

Acho importante dizer que eu trabalho em um buffet infantil, o resto virá por aí...